
sábado, janeiro 27, 2007
Para uma grande Amiga

domingo, janeiro 21, 2007
Música e emoções

http://www.ccb.pt/ccb/
Ao ler o que aqui vos deixo e, sem querer fazer comparações com os dois compositores a que se faz referência no respectivo concerto, constatei que, de facto, esta é uma realidade importante e que pode ser vista globalmente. Deixo-vos um exemplo onde basta ouvir/ler com atenção a letra...
http://www.youtube.com/watch?v=8IqcFxO6C44
I stand dethroned, I'm naked and I bleed
But when your finger points so savagely
Is anybody there to believe in me
To hear my plea and take care of me?
How can I go on, from day to day
Who can make me strong in every way
Where can I be safe, where can I belong
In this great big world of sadness
How can I forget those beautiful dreams that we shared
They're lost and they're nowhere to be found
How can I go on?
Sometimes I seem to tremble in the dark, I cannot see
When people frighten me
I try to hide myself so far from the crowd
Is anybody there to comfort me
Lord, take care of me
How can I go on (how can I go on)
From day to day (from day to day)
Who can make me strong (who can make me strong)
In every way (in every way)
Where can f be safe (where can I be safe)
Where can I belong (where can I belong)
In this great big world of sadness
(In this great big world of sadness)
How can I forget (how can I forget)
Those beautiful dreams that we shared
(Those beautiful dreams that we shared)
They're lost and they're nowhere to be found
How can I go on?
sexta-feira, janeiro 12, 2007
Os Nossos Eus

"Esses eus de que somos feitos, sobrepostos como pratos empilhados nas mãos de um empregado de mesa, têm outros vínculos, outras simpatias, pequenas constituições e direitos próprios - chamem-lhes o que quiserem (e muitas destas coisas nem sequer têm nome) - de modo que um deles só comparece se chover, outro só numa sala de cortinados verdes, outro se Mrs. Jones não estiver presente, outro ainda se se lhe prometer um copo de vinho - e assim por diante; pois cada indivíduo poderá multiplicar, a partir da sua experiência pessoal, os diversos compromissos que os seus diversos eus estabelecerem consigo - e alguns são demasiado absurdos e ridículos para figurarem numa obra impressa."
Virginia Woolf, in "Orlando"
sábado, dezembro 30, 2006
sexta-feira, dezembro 22, 2006
quarta-feira, dezembro 13, 2006
Voz que se cala
terça-feira, novembro 28, 2006
Solidão

sábado, novembro 25, 2006
C'est la vie...

Interrompo esta pausa, para aqui deixar algo de importante para mim.
Alguém que com a sua voz, talento e carisma, se tornou um amigo importante em horas boas e, menos boas.
http://www.youtube.com/watch?v=Ir4r0FoJmVM

domingo, novembro 19, 2006
Tempo para reflexão

sexta-feira, novembro 10, 2006
Sobre a pintura de um ramo florido "Primavera Precoce", de Wang
domingo, novembro 05, 2006
Voando para a liberdade!
Vergílio Ferreira, in 'Nítido Nulo'
Just watching the show
quinta-feira, novembro 02, 2006
Momentos de chuva.

terça-feira, outubro 31, 2006
Reflexão sobre o "Inconsciente".

"Inconsciente (ID) - pulsões, desejos e medos recalcados. Não obedece à lógica nem à moral.
A personalidade é determinada fundamentalmente por processos e forças inconscientes moldadas nos primeiros anos de vida (até aos 6-8 anos). Daí resultam comportamentos incompreensíveis (fobias, auto-agressão) o que permite pensar em soluções para a cura."
http://www.prof2000.pt/users/isis/psique/unidade1/objecto/freud.html
Segund

Jung designou a sua teoria de psicologia analítica, uma psicologia da profundidade que se centra na compreensão do relacionamento entre a mente consciente – que aparenta ser o nosso centro de auto-controlo – e o inconsciente tal como este se manifesta nos sonhos, nas fantasias, no simbolismo das artes criativas, na cultura, nas doenças psicossomáticas, nos sintomas psicológicos e nas preferências quotidianas bem como padrões comportamentais que se tende a designar de personalidade.
http://www.ismai.pt/NR/exeres/5D02371D-DB7F-4719-BB0C-F3CE662440DB,frameless.htm
Somos…
Seremos…
Sempre influênciados pelas vivências inconscientes.
Os comportamentos, decisões, etc, estão vinculados às experiências que esquecemos, mas que permanecem no nosso inconsciente. Pelo que cada um de nós, é um Ser diferente, quer na procura de razões de vida, quer na sua apreciação.
No fundo, toda a nossa existência, é uma “luta” entre aquilo que queremos, aquilo que podemos e aquilo que conseguimos atingir, tendo em conta que cada acontecimento, nos deixa marcas que permanecerão, tendendo a influenciar as respostas futuras.
Este pequeno texto, foi pensado tendo como base não só as teorias atrás descritas, como também as palavras escritas por duas pessoas, das quais transcrevo alguns excertos.
Marco António (http://aoencontrodotempo.blogspot.com/)
(…)"Uma seta partindo do arco quando chega ao destino, já não é a mesma seta. E connosco é a mesma coisa. a própria existência nos vai moldando a cada segundo que vai passando."
Manuel (http://de-proposito.blogspot.com/)
Em suma, poderá dizer-se que a “matriz” é a mesma para todos nós, somente os conteúdos variam!
sexta-feira, outubro 27, 2006
A Beleza e a Intolerância
segunda-feira, outubro 23, 2006
Palavras soltas
quarta-feira, outubro 18, 2006
Reflexo
A realidade vivênciada, pode ser por vezes tão avassaladora, dura ou simplesmente rotineira, que não nos é permitido, a maioria das vezes, parar para pensar. Porém temos mecanismos que em nosso socorro surgem e que nos fazem parar e olhar com outros olhos, para algumas circunstâncias que fazem emergir toda a sensibilidade existente em cada um de nós. A poesia, assim como a prosa, são elementos que nos propiciam a possibilidade de parar e pensar, mantendo-nos longe por instantes, daquele que é o nosso mundo. Muitas dessas palavras que nos captam a atenção, são na maioria das vezes, o nosso próprio reflexo. Assim sendo, será sempre gratificante passar os olhos por exemplos destes:
AMAR!
Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: Aqui... Além...
Mais este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!...
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!
Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!
E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder... para me encontrar...
Florbela Espanca, Sonetos, pp 137.
sexta-feira, outubro 13, 2006
Nunca nos separámos do primeiro amor...

Nunca Nos Separamos do Primeiro Amor
Já o disse em Hiroshima Mon Amour: o que conta não é a manifestação do desejo, da tentativa amorosa. O que conta é o inferno da história única. Nada a substitui, nem uma segunda história. Nem a mentira. Nada. Quanto mais a provocamos, mais ela foge. Amar é amar alguém. Não há um múltiplo da vida que possa ser vivido. Todas as primeiras histórias de amor se quebram e depois é essa história que transportamos para as outras histórias. Quando se viveu um amor com alguém, fica-se marcado para sempre e depois transporta-se essa história de pessoa a pessoa. Nunca nos separamos dele. Não podemos evitar a unicidade, a fidelidade, como se fôssemos, só nós, o nosso próprio cosmo. Amar toda a gente, como proclamam algumas pessoas e os cristãos, é embuste. Essas coisas não passam de mentiras. Só se ama uma pessoa de cada vez. Nunca duas ao mesmo tempo.
Marguerite Duras, in 'Mundo Exterior '

Um olhar, um aceno, uma brincadeira e de novo recolhemos às salas. Mais uma hora, duas horas, e de novo a confusão. Conversa aqui, conversa ali… e os primeiros namoros emergem!
Verão… calor abrasador! Mas o pátio tinha o sol a acompanhar-nos desde que chegávamos à Escola, até que dela saíamos. Procurar as sombras, sentados aos molhos pelo chã, pelos canteiros, cadernos, livros espalhados. Hora de entrada… tudo a correr cada um por seu lado. As paredes que sempre foram amarelas continuam sendo amarelas. O velho ginásio palco de grande movimento, de grande azáfama. Elemento de prazer para uns, de angústia para outros, mas continua lá!
Aqui se aprendeu não só aquilo que hoje nos pode servir ou não, como também a viver. A alegria do primeiro encontro, as conversas de adolescente e toda uma vida à nossa frente! Sonhos? Muitos! Se estas paredes falassem??????
Vidas se afastaram, vidas se uniram, imagens marcadas por vivências pertinentes que nunca esquecem.
Aqui nasceram alguns primeiros amores que se tornaram únicos, até um dia… um determinado dia…em que muito do que era foi perdido!
A estrutura permanece inalterada na sua essência, as cores são as mesmas, os muros os mesmos, o chão o mesmo mas nós… modificamo-nos!!!!
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Bom Fim de Semana!
Fotografias: Antiga Escola Secundária Gil Eanes, Lagos, 2006
quarta-feira, outubro 11, 2006
Que direito...?

Não gostava de entrar por este assunto pela sua polémica, pela sua sensibilidade, pelas diversas formas de ver o mundo e acima de tudo por gostar de respeitar as diversas formas de pensamento.
No entanto, não resisto a escrever algo sobre alguém que ontem vi dando uma entrevista na televisão: Ana é uma doente terminal que defende a eutanásia. Numa entrevista única, no Jornal da Noite, pede para poder ser ela a decidir o futuro. Porque tem "muito medo da vida". Tem "muito medo de ter dores, de perder a dignidade". Porque, diz, a morte não a "assusta nada". (1).
Quando vi esta pessoa à minha frente, usando estas e outras palavras para defender o que achava por conveniente dizer acerca da sua situação e, apesar de já há muito tempo, defender que todos temos direito a uma vida digna de tal nome, considerando por isso que o sofrimento, não sendo mais que ( em alguns casos) o prolongamento da agonia do que todos sabemos que inevitavelmente irá acontecer, iniciei um novo caminho no raciocínio que me leva a perguntar se teremos nós o direito de obrigar seja quem fôr, a sofrer até ao fim? Como seres humanos, devemos aceitar isso? Devemos manter essa ideia conformada de que tem que ser assim?
Freud escreveu que : “O indivíduo num grupo está sujeito, através da influência deste, ao que com frequência constitui uma profunda alteração na sua actividade mental. A sua submissão à emoção torna-se extraordinariamente intensificada, enquanto que a sua capacidade intelectual é acentuadamente reduzida, com ambos os processos evidentemente dirigindo-se para uma aproximação com os outros indivíduos do grupo (…)” (2)
Ao ler estas palavras, associei-as a toda a controvérsia existente, no que concerne ao tema em questão. Somos uma sociedade que equivale a um grupo, onde o individuo está inserido, sofrendo por isso a sua influência. Ao usar esta teoria teria que assumir uma submissão à emoção colectiva, aceitando por isso que a capacidade intelectual de cada individuo é reduzida face aos valores da socialização, por forma a que se verifique uma aproximação ao pensamento dominante no grupo.
Tendo consciência de que estou a fazer uma simplificação demasiado reducionista, será que não existe alguma verdade nestas relações para que um tema destes dê tanta polémica? Será que ficamos tão arreigados aos nossos valores que não nos é permitido pensar de forma mais ampla e, aceitar a versão daquele que está, de facto, a passar pela real situação, negando-lhe assim os seus próprios direitos, em função do que tanto nos assusta mas que não é mais do que uma realidade da qual nenhum de nós escapará?
Um assunto que prevejo seja discutido, mas que penso nunca haver possibilidade de consenso…
(1) Sic Online de 2006-10-11
(2) Sigmund Freud, in 'Psicologia das Massas e a Análise do Eu'
Quadro: A criança doente, 1885/1886, E. Munch
segunda-feira, outubro 09, 2006
Para uma Amiga ...

Aproveitemos a alegria do espírito quando a possuímos; evitemos afastá-la por nossa culpa, mas não façamos projectos para a conservar, porque esses projectos são meras loucuras. Vi poucos homens felizes, talvez nenhum; mas vi muitas vezes corações contentes e de todos os objectos que me impressionaram foi esse o que mais me satisfez. Creio que se trata de uma consequência natural do poder das sensações sobre os meus sentimentos. A felicidade não tem sinais exteriores; para a conhecer seria necessário ler no coração do homem feliz; mas a alegria lê-se nos olhos, no porte, no sotaque, no modo de andar, e parece comunicar-se a quem dela se apercebe. Existirá algum prazer mais doce do que ver um povo entregar-se à alegria num dia festivo, e todos os corações desabrocharem aos raios expansivos do prazer que passa, rápida mas intensamente, através das nuvens da vida?
Jean-Jacques Rousseau, in 'Os Devaneios do Caminhante Solitário'
Fonte: O Citador
sábado, outubro 07, 2006
Arte Poética
Bom Fim de Semana!