terça-feira, agosto 14, 2007

Interregno

"A quem adorava a côr..."

Um breve post a meio das férias.

Beijos e abraços :)

Foto: Alexandra

segunda-feira, agosto 06, 2007

Já volto

Não vou cá vir durante uns dias mas... ficam convidados a nadar, mergulhar, brincar... nestas belas águas azuis e cheias de sol.
Só não há autorização para pescar.... porque não há peixinho :))
BOAS FÉRIAS

Foto: Alexandra


domingo, julho 29, 2007

Somewhere Only We Know

Sonhos e segredos que habitam em cada um de nós...

Tenham uma óptima semana!

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Tradução razoável.


sexta-feira, julho 27, 2007

Palavras.



«Não somos nómadas isolados... "Não há terra da promissão fora do corpo da palavra", escreve Eugénio de Andrade. Se não há um TU não há um EU. A palavra há-de circular, há-de partilhar-se como um eco que responde a outro eco...»

Palavras de Maria João Seixas ao livro LUZ DESARMADA, de José Augusto Mourão.

Estas pequenas/grandes palavras fazem lembrar a comunicação cultural naturalmente feita entre gerações. Porque há um TU e porque há um EU, o eco vai sempre tendo resposta, transmitida ao longo do tempo.

Bom fim de semana!

Imagem: La promenade, Renoir.

terça-feira, julho 24, 2007

Belezas inesquecíveis.

Bolero de Ravel. Magnífico!
O corpo como veículo de transmissão de tão bela melodia através do bailarino Jorge Donn. Encantador!

A última parte do filme Les Uns Et Les Outres, aqui reproduzida e coreografada por Maurice Bejart.

Uma das imagens jamais esquecidas pela sua beleza, não obstante ter visto o filme há já vários anos.

sexta-feira, julho 20, 2007

Crepúsculo.

" Ah, principezinho! Assim, aos poucos, fui ficando a conhecer a tua melancólica vidinha! Durante muito tempo, a tua única distracção foi a beleza dos crespúsculos. Fiquei a sabê-lo na manhã do quarto dia, quando me disseste:
- Gosto muito dos pores de sol...
- Mas primeiro temos que esperar...
-Esperar o quê?
-Esperar que o sol se ponha.
(...)
- Um dia vi o sol pôr-se quarenta e três vezes!
E pouco depois. acrescentaste:
- Sabes ... quando se está muito, muito triste, é bom ver o pôr do sol..."

Saint-Exupéry, Antoine de, O Principezinho, pp.26.


Um dia, uma utente que atendi logo pela manhã, vendo que não estava nos meus melhores dias, disse-me:
- Vá lá fora, olhe para o sol, feche os olhos e fique assim um bocadinho. Vai ver que o seu problema vai desaparecer.
Sorri e agradeci-lhe!

Ainda há "principezinhos" na vida real, felizmente!!!

Bom fim de semana!

segunda-feira, julho 16, 2007

Comunicação



Depois de algum tempo percorrendo o mundo da blogosfera, começamos a dar-nos conta de que, como seres comunicantes que somos, este é mais um meio que está ao nosso dispôr para estabelecer "contactos".

Todos comunicamos da forma que mais fácil se torna para cada um. Uns escrevendo textos mais profundos, outros menos, usando a poesia ou a prosa, fazendo textos de ficção ou, por vezes, usando o próprio material psicológico para construir um texto com algum fundo de verdade para o próprio, sendo que a ficção se pode enquadrar também neste último contexto. Muitos de nós usam ainda o meio visual com ou sem palavras... no fundo, a maioria das vezes, damo-nos conta de que somos, ou podemos ser, o espelho uns dos outros.

Contudo, para que exista de facto a comunicação desejada, é necessário que exista reacção da outra parte.

Um dia, ofereceu-me uma amiga minha um livrinho, muito pequenino e simples, mas muito lindo. Pensando nele e no assunto que atrás expus, resolvi deixar um excerto, que penso ser característica de todos nós.

"A comunicação não começa

com ambas as pessoas a falar

ao mesmo tempo.

O primeiro gesto

Tem de partir de uma delas

Alguém tem de atirar a primeira bola."

Contextos reais, ficções, estrutura poética, prosa, etc, etc, etc, cada um atira a sua bola. O resto, a verdadeira comunicação, vem a seguir!

Obs: Mamoru Itoh, " Quero falar-te dos meus sentimentos", Entre Letras Editora, 2ª. edição.

sábado, julho 14, 2007

~~~~~~

Disse-me quem viu, que Maria João Pires tinha a característica de "pairar" enquanto tocava quando comparada com outros pianistas. Descobri que assim era de tanto a ouvir/ver a ela e a outros que me foram oferecidos por quem tinha tanta sabedoria!

"Embrulhem-se" porque é LINDO!

quarta-feira, julho 11, 2007

... ... ...


O tempo passa nas nossas vidas minuto a minuto, segundo a segundo e, quando por nós damos... já tanto passou,
já tanto fizemos,
já tanto "corremos"
já não temos tempo, ou pensamos que não temos, para fazer o que pretendíamos.
Olhar para trás por vezes assusta.
Conquistas conseguidas a que custo?
Objectivos traçados mas nem sempre conseguidos,
ideais que por vezes, ficam para trás no meio das lutas travadas ...
... ... ...
Queria ouvir a água a cair,
sentir a temperatura fria, tão fria que possibilitasse parar...
parar de pensar...
parar de ouvir...
parar de sentir...
Simplesmente deixar ir... no vazio!

sábado, julho 07, 2007

Sonhos de verão.



Manhã muito cedo, entrada no barco. Barco? Bote! Para usar a terminologia natural da zona. O sol queima mas o motor que empurra a embarcação não dá tempo a que se sinta o calor. A água que salpica e atinge quem lá vai causa arrepios.

Saída do molhe e surgem praias salpicadas ao longo da costa. Do outro lado, o horizonte por companhia. Mãos que experimentam a temperatura da água... fria, quente? Quente nunca poderia ser, mas a esperança da temperatura amena não se perde!

Os minutos passam, a viagem continua. O vento é pouco, a corrente não é muito forte e a chegada é rápida. Necessária a manobra para entrada na enseada. Há que ter cuidado com as rochas que parecem profundas mas, enganam. Confiança acima de tudo porque o "marinheiro" sabe o que faz!

Finalmente a fateixa é lançada e a embarcação fica presa.

Em redor nada mais que água e rocha. Lá no alto, o céu azul. O grito das gaivotas zangadas com tão inoportunas visitas. O sol que entra pelos rasgos do tempo na natureza, incide sobre a água fazendo reflexos nas paredes rochosas e inundando de luz as mais variadas zonas de água límpida, deixando ver o fundo!

Não há água fria que seja superior à vontade de nadar no meio daquela coloração natural. À caída à água, um choque térmico que provoca gritos. O eco faz-se ouvir e, de repente, é-nos devolvida a nossa própria voz.

Sonho? Realidade? Um pouco das duas coisas para quem pôde usufruir destas belezas naturais!

O vento norte faz-se sentir! É tempo de voltar a terra. No caminho, a espuma do mar beija os corpos já cansados mas felizes...

Fotografia: Alexandra, Ponta da Piedade, Lagos, Algarve.

quinta-feira, julho 05, 2007

Percurso de vida

" Na Holanda, empenhou-se de alma e coração em tornar-se um pintor camponês (...)« Vou passar despercebido pois estou com tamancos calçados», comentou ele,e: «Temos que arriscar tudo na arte.» Para se enquadrar no meio das figuras esqueléticas que povoavam as suas vizinhanças, passou a andar desleixado, a dormir em cima de palha e a contentar-se com côdeas de pão. «Ao dizer que sou um pintor camponês, estou a falar num sentido literal», assegurou ele a Theo (Carta 400)".

Gogh, Van, Obra Completa de Pintura, Ingo F. Walther, Reine Metzger, Taschen Edit.

quarta-feira, julho 04, 2007

Desafio - Página 161.

A Maria P da Casa de Maio ( http://casademaio.blogspot.com/ ) enviou-me este desafio. Claro que não podia renunciar até porque livros... são comigo. :)

Então vamos lá:


Pegam no livro mais próximo (não necessáriamente o que estão actualmente a ler).
Abrem na Pág. 161.
Procuram a 5ª frase completa.
Colocam a frase no vosso blogue ou como comentário no meu.
Não vale procurar o melhor livro que têm, usem o mais próximo.

Passar o desafio a cinco pessoas.


Livro: 102 minutos, Editorial Presença, Edição de 2005.

Frase: " Um supervisor-adjunto de segurança, conduziu uma equipa de bombeiros até ao 22º. piso na esperança de os libertar."




Comentário de Dona-Redonda:
"Fernando. Salomão. Directora. Chamaram uns pelos outros, quando a Monitora deu com ela na casa de banho do entreforro."
Livro: "A Sopa" de Filomena Marona Beja.

Comentário de Pedro Arunca:
"Para depois subir a pulso
O mundo"
Livro: Antologia Pessoal*100 Poemas de Maria Teresa Horta .

Comentário de M. José, "Além do horizonte".

"E entre prados, suaves, pacientes,surge a pálida faixa dum caminho, deitado ali como longo coradouro."

Livro: Poemas - As elegias de Duino e sonetos a orfeu(R. M. Rilke)Prefácio,selecão e tradução de Mº Quintela)- O oiro do dia - set1983.



Além do horizonte ( http://alem-do-horizonte.blogs.sapo.pt/ )


Caminhos dos Contos (
http://caminhodoscontos.blogspot.com/)


Dona-Redonda (
http://dona-redonda.blogspot.com/ )


Pedro Arunca (
http://pedroarunca.blogspot.com/ )


Selos Difusos (
http://selosdifusos.blogspot.com/ )

domingo, julho 01, 2007

100º post.

Este é o meu 100º. post. Dedico-o a quem teve a sensibilidade de me encaminhar para um trajecto há muito abandonado e que me fez acreditar
na seguinte citação:
"A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original.", Albert Einstein.


Tempos houve em que procurava música atrás de música anteriormente aconselhada. Não descansava enquanto não encontrava o que queria. Posteriormente ouvia e "discutia" entre outras coisas tempos, minuto a minuto, segundo a segundo...


Hoje, olho somente para os escaparates. Não procuro nada em especial, limito-me a varrer com o olhar o que diante de mim se apresenta. Se algo me despertar a atenção, visiono com mais cuidado. Compro ou não, muitas vezes conforme a disposição e/ou disponibilidade.


Perguntei a alguém um dia porque ouvia esta ou aquela música se lhe trazia imagens mais marcantes e pouco apaziguadoras. A resposta foi algo do género: Doi ouvir mas, são lindas!!

Correndo o olhar por um escaparate de música algo me despertou a atenção. Verifiquei e comprei. Quando o ouvi em casa, percebi através do mar dos olhos, o porquê da resposta que me tinha sido dada.


Doi ouvir, mas ... apesar das lembranças poderem magoar, surgem também sensações de saudade mas com um sabor agradável. Palavras que foram ditas, alegrias transmidas, percepções da mesma realidade... sensações que não voltam mas que ficam para sempre guardadas!

Agradecimentos.



Chegou o tempo de agradecer à Helena Nunes do blog Palavra por Palavra ( http://pura-m.blogspot.com/ ) que me presenteou com estes lindos tomatinhos porque este espaço, diz ela: " (...) nos desperta para nós mesmos."


Helena, o meu MUITO OBRIGADA, não só pelo prémio como pelas palavras.




Agradeço também à Cláudia do blog Caminho dos Contos ( http://caminhodoscontos.blogspot.com/ ) ter-me escolhido como uma das 7 Maravilhas da Blogoesfera.
Cláudia, MUITO OBRIGADA!
Agradeço ainda ao Pedro, do Blog Pedro Arunca ( http://pedroarunca.blogspot.com/ ) pela agradável surpresa que me fez, ao eleger-me como autora de uma das 7 Maravilhas da Blogoesfera.
Pedro, MUITO OBRIGADO!

quarta-feira, junho 27, 2007

Espirais de memórias.

Olhares, António Lança
Parece assustador. Mas não é!
O movimento ascendente e descendente estamos constantemente a fazê-lo.
O nosso inconsciente mais não é que uma escada em espiral, cada vez mais profunda à medida que avançamos na idade. Nas galerias vamos guardando as memórias de vivências, factos, acontecimentos que nos acompanham nesta caminhada. Os mais vincados e perturbadores estão bem guardados nos lados mais escuros. Só lá vamos acompanhados e de preferência, em boas mãos. Os que podemos aceder estão escondidos nos nichos iluminados e que por vezes, se abrem para nos dar a imagem já antes vivida. De brincadeiras de crianças, de sonhos de adolescente, de entes queridos mas que já não estão entre nós. Nessa altura sorrimos ao lembrar…

Tudo vai sendo construído. Pedra sobre pedra!
Por vezes sentimos que essas pedras podem desfazer-se a qualquer momento e, algumas desfazem-se, mas continuamos sempre … construindo, guardando, recolhendo e voltando atrás para recordar!

Este é o mundo dos sonhos que podem ser escuros ou cheios de cor. Basta escolher qual o nicho onde queremos entrar.

Por estranho que pareça, ou não… conforme “envelhecemos”, o que agora nos parece escuro começa a ter cor. Ou seja, as memórias predominantes serão as que estão no fundo da espiral.
Não é o princípio do fim.
É somente o retorno à essência!

O OUTRO LADO


Gostaria de divulgar mais um acontecimento que envolve alguém deste mundo da blogosfera.
O espectáculo de música e poesia de PEDRO BRANCO, autor do blog DAS PALAVRAS QUE NOS UNEM - http://daspalavrasquenosunem.blogspot.com/
Felicidades Pedro!

segunda-feira, junho 25, 2007

Seguimento.

Salvador Dali
Porque encontrei este poema que achei muito bonito aqui o deixo.
UMA ROSA
Abrem-se ainda tardes como lagos
pálidos sobre os tectos d'ouro,
leve tremendo na quieta luz
a ânsia derramada das árvores.
E não há mais memória ou pranto: só
um mover d'olhos no coração que acorda
do seu sono de pedra e te revê,
claro fulgor da vida
que vive. E o céu é o céu.
Uma rosa se abriu em qualquer ponto
do mundo e inebria todo o ar
do acaso que se expande sobre o mundo.
Diego Valeri (1887-1976)
-----/----

Mais uma vez fui surpreendida nos meandros da blogosfera. Desta vez pelo Carteiro do Blog Selos Difusos. Fui por ele nomeada como uma das suas 7 maravilhas da blogosfera, o que muito agradeço!

Cada um terá as suas razões para fazer as escolhas mas, tal como ele, acho que é sempre difícil nomear quem quer que seja visto que, de certeza, haverá quem contra nossa vontade não possa ser presenteado. Mas a baliza numérica não é grande ajudante. No entanto, a escolha tem que ser feita se queremos dar continuidade ao que nos foi oferecido.

Assim e no meu caso, as atribuições serão feitas aleatoriamente e de acordo com variadas componentes como sejam a escrita, os temas, etc, que possam de alguma forma fazer uma simbólica ponte comigo. Associado a estas características, a escolha incidiu também nas pessoas que há mais tempo me acompanham.

As escolhas serão:
Para quem quiser prosseguir deixo as regras impostas:
O regulamento das "7 maravilhas da blogosfera" é:
1. Podem participar na votação todos os bloggers que mantenham blogues activos há mais de um mês [os outros esperem por outra ideia brilhante que alguém irá ter].
2. Cada blogger deverá referenciar sete nomes de blogs. A cada menção corresponde um 1 voto.
3. Cada blogger só poderá votar uma vez, e deverá publicar as suas menções no seu blog [da forma que melhor lhe aprouver], enviando-as posteriormente para o seguinte e-mail: 7.maravilhas.blogoesfera@gmail.com. No e-mail, para além da escolha, deverão indicar o link para o post onde efectuaram as nomeações. A data limite para a publicação e envio das votações é dia: 01/07/2007.4. De forma a reduzir alguns constrangimentos [e desplantes], e evitar algumas cortesias desnecessárias, também são considerados votos nulos:- Os votos dos blogger(s) em si próprio(s) ou no(s) blogue(s) em que participa(m);- Os votos no blog O Sentido das Coisas.No dia 7.7.2007 serão anunciados os vencedores e disponibilizadas todas as votações.Regulamento e iniciativa do blog "O Sentido das Coisas".


sexta-feira, junho 22, 2007

Duas formas de arte.

"Em arte, procurar não significa nada. O que importa é encontrar."
Picasso , Pablo

Como alguém me dizia... "embrulhem-se" na musica e na pintura. Depois, ENCONTREM o que para vós é importante.

BOM FIM DE SEMANA!

Musica: Wim Mertens, album: Partes extra partes.

quinta-feira, junho 21, 2007

TBA


T B A
Nada como um miminho!
Desta vez veio da Alexia do blog REINVENÇÃO (
http://alexiaa.blogs.sapo.pt/).

Desta feita fui presenteada com um TBA… provavelmente perguntar-se –ão o que é um TBA… pois é, eu também fui procurar. O TBA, não é mais do que a sigla de Thinking Blogger Award. Assim sendo e de uma forma ternurenta fui “eleita” pela Alexia como alguém que tem um blog que convida ao pensamento. E, as suas palavras no seu canto são lindas… fiquei babadíssima!!!

Como podem ver não há selinho. Existe simplesmente a ideia e de forma latente, como eu gosto. Foi assim que me foi oferecido, é assim que o aceito!

Mas, não ficou por aqui. Deixou também no seu espaço uma música que supôs e muito bem, que eu gostasse. Não será preciso dizer que já a ouvi n+1 vezes… Aqui fica ela. Quem a quiser ouvir, basta clicar.



Foi um gesto que apreciei imenso e que aqui queria deixar assinalado. Com surpresas destas, até um dia de chuva se transforma num segundo, num belo e luminoso dia de sol!!!

Obrigado Alexia!!!

É sempre difícil escolher quem queremos nomear porque fica sempre alguém de fora. No entanto, deixo dois blogs que gosto muito por diferentes razões. Outras pessoas gostaria de nomear mas, sei que já foram contemplados noutra altura. Os blogs que se seguem não tenho a certeza de terem já aderido a esta “corrente”. Foi também com base nesse facto que os escolhi.

SELOS DIFUSOS - http://selosdifusos.blogspot.com/

CADINHO ROCO -
http://cadinhoroco.loginstyle.com/

Por fim, gostaria de dizer para não se sentirem obrigados a dar continuidade. Aceitem como um mimo :))

domingo, junho 17, 2007

Non sense...

Ao som de uma sonata qualquer, para quê saber qual delas é? Não interessa! Quem a toca? Também não é importante… o pensamento divaga, envolvido nessa etérea bolsa permeável.
Quem nos manda a nós termos esta capacidade? Bem que por vezes dava jeito o vácuo. Mas ele teima em não chegar. E se não chega, continua a divagação por lugares, acontecimentos, factos, realidades, perguntas que não têm resposta … tentativas de dar significado ao que já não tem sentido, flores que nasceram e morreram mas das quais já nada mais emerge.
O melhor é pegar num livro, qualquer que ele seja e tentar que as palavras não comecem também a voar…
Sim, é uma forma de alienação, uma forma de atrasar o que tem que ser esmiuçado… paciência, às vezes também é preciso!

Imagem: Manet, Woman Reading


sábado, junho 16, 2007

Testemunhos passados.


O Jorge do blog “Jorge Moreira” http://jorgemoreirashakti.blogspot.com/ deixou-me um convite para participar nesta corrente que, não foi satisfeito por mim na altura correcta por razões particulares, mas não querendo deixar de participar, aqui deixo …

O meu MEME! (http://pt.wikipedia.org/wiki/Meme)

PEDRAS NO CAMINHO? QUEM NÃO AS TEM?
Este pensamento/ideia, uso-o muitas vezes, directamente ou em conteúdo latente, em vários comentários que deixo pela blogosfera.

Retirei-o de palavras de Fernando Pessoa:
A Felicidade Exige Valentia

Posso ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não esqueço de que minha vida é a maior empresa do mundo, e posso evitar que ela vá à falência. Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise. Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da própria história. É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma. É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. Ser feliz é não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesmo. É ter coragem para ouvir um "não".É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. Pedras no caminho? Guardo todas, um dia vou construir um castelo...
As minhas desculpas Jorge e, muito Obrigado!



A Maria P. do blog "Casa de Maio" ( http://casademaio.blogspot.com/ ) deu-me a oportunidade de ficar com uma "Batata Quente" a qual não recusei porque até gosto destas temperaturas...
Livros que me marcaram:
. De Profundis, valsa lenta; Autor: José Cardoso Pires
. Eu, Amélia, última Rainha de Portugal; Autor: Stephane Bern
. O Erro De Descartes; Autor: António Damásio
Livros que li:
. 102 minutos; Autores: Jim Dwyer e Kevin Flynn
. Freddie Mercury, An intimate memoir; Autores: Peter Freestone with David Evans
. Amores da Cadela "Pura"; Autora: Margarida Victória
Livros que estou a ler:
. A Criança Que Não Queria Falar; Autora: Torey Hayden
. Ausência; Autor: Paz Kardo
. Gulac, Uma História; Autora: Anne Applebaum
Obrigada Maria!
Não passo testemunhos mas, estão todos convidados a candidatar-se. ;)
Fotos: Alexandra


quinta-feira, junho 14, 2007

!!!!

Por termos escrito sobre o ritmo desta musica, não resisti à tentação de mandar este video, dizendo que não sabia como era possível conseguirem fazer tanto barulho perante algo tão belo. Respondeste por escriro e sorrindo (porque na escrita também se pode sorrir: É lindo, mas és muito intolerante.

Sorri e pensei: "apanhaste-me!"

Respondi que nem sempre o era mas que nestas condições tinha que reconhecer esse facto.

Daí nasceram toda uma panóplia de considerações sobre tolerância/intolerância... mais uma aprendizagem!!!

Não é tempo de dizer ADEUS, é sim, tempo de dizer ATÉ SEMPRE!

terça-feira, junho 12, 2007

Comunicação


“Porque as mudanças são como Estações de Comboio, têm tanto de partida como de chegada, e isso mexe profundamente connosco.”

“Ponha as palavras em poema, porque elas já têm magia...”

“ (…) ja ouvi falar muito nesse tipo de aproximações na net e confesso que não sei explica-las. Elas existem. As pessoas dizem que sim. Mas serao reais ou apenas a projecçao dos seus desejos?”

“(…) gostaria de lhe deixar uma palavra especial de alento e Amizade: os verdadeiros sentimentos, cheios de força e pureza (…)”

“Não há amigos virtuais. Por trás das palavras, que lemos na net, há sempre um ser humano real que se desvenda na forma como escreve.”

“Sabemos ambas que não há palavras que minimizem a dor por que passámos mas saber que há quem se solidarize connosco dá-nos algum conforto e parece que , por momentos, a dor suaviza.”
“ (…) lá, pensarei, ainda e também, em ti, em olhos e sons.”

“ (…) e a vida sem a emoção é um vazio!”

“ Sublime, comovente.”

“ (…) novos selos decidem voltar aqui, em viagem, e deixar uma (pequena) marca.”


São meros excertos, fora dos seus contextos originais, escritos por várias pessoas, provavelmente muitas delas nem se conhecendo virtualmente, como é o meu caso em determinadas circunstâncias. Muitos, muitos mais poderia deixar e, não cito nomes porque considero estes fragmentos como “amostras” de empatia retiradas aliatóriamente, de pessoas que, perante determinado contexto, deixam um pouco da sua personalidade. A projecção existe, de facto, quando nos revemos em determinadas palavras. No entanto e por isso mesmo, temos que assumir a presença de sentimentos. Sendo que estes provêm de seres humanos que se deixam conhecer através das suas palavras, quantas vezes simples, mas que podem ser um alimento precioso para quem as lê.
Não estamos perante outros aspectos como o olhar, a postura, a presença … a realidade de cada um pode ser camuflada. Mas mesmo sabendo que um olhar pode dizer mais que muitas palavras, as mesmas nunca seriam proferidas se não existisse emoção, seja ela de que índole for.
Esta foi uma lição que aprendi por contacto mais prolongado com alguém que nunca conheci. O que aqui deixo é a prova do quanto de bom cada um de nós pode ter para oferecer.

quinta-feira, junho 07, 2007

~~~~~~~~

-Porque responde o piano tão silenciosamente? Parece que tem medo de ser ouvido!
-Responde assim neste momento à orquestra, mas mais à frente é ele quem toma o comando. Repara bem!
-Sim, é verdade! Neste momento é ele quem toma a dianteira de tudo. É ele quem controla.
-Numa orquestra, todos os instrumentos respondem uns aos outros. É essa a linguagem musical.

Noites e noites ouvindo música já muito ouvida mas sempre querida.
As horas caminhavam e, nem por isso dava. A manhã esperava por mais um dia mas… o pensamento divagava ao som das notas que iam emergindo.
Desde cedo que se tornou um hábito. Lembrando o tempo em que pela primeira vez despertou para as “ideias” das notas, pausas, acordes… É o seu manuseamento que transmite sentimentos como tristeza, alegria, nostalgia… sensações como as estações do ano ou, barulho da água descendo, correndo algures…

Recordações de como se podiam caracterizar no papel aquelas subidas e descidas. Como se pode representar algo que não tem representação?
Haverá algo melhor que a própria imaginação?
O fumo captado por uma objectiva pode muito bem representar o que se ouve. Os seus movimentos ondulantes, a sua direcção, os desenhos que… no fundo, não são feitos por nós mas sim pela massa de ar que nos rodeia!

Ao longo do tempo, afinal, sempre foi a companheira certa para todas as horas. Um refúgio inigualável!

quarta-feira, junho 06, 2007

Associação Livre

Branco puro;
Azul cobalto;
Mar profundo;
Mãe;
Criança;
Procura;
Encontro;
Cruz de Cristo;
Divagação;

"A ciência sem a religião é coxa, a religião sem a ciência é cega", Albert Einstein.

NOTA: A citação( www.citador.pt) aqui colocada faz parte da associação livre.

sábado, junho 02, 2007

Um lugar com magia.

Em criança era o seu espaço mágico. Ali, fazia tudo quanto lhe pedissem. Não que fosse uma criança rebelde, mas talvez se sentisse protegida e calma… corria ou, simplesmente observava e ouvia das, para si, enormes escadas que levavam àquela imensidão de água… o seu som a cair ou a subir…
O porquê de tanta água não transbordar, era uma pergunta que fazia a si mesma mas que guardava. Os reflexos da luz no lago que a própria fonte tinha, as várias luzes que emergiam, caiam, para de novo se erguerem de outra forma… todo o ambiente em si lhe era querido.
Adolescente… hoje adulta, mas a magia permanece!
As sensações são as mesmas. De frente para o monumento e tentando não ver a luz que é lançada pelo CCB, emerge os pensamentos somente naquele pequeno espaço cheio de som, luz e movimento.
Hoje sabe porque não transborda água, como aparecem as mais variadas cores… a aprendizagem disse-lhe isso!
Mas por si memorizou a vida que pulsa naquela água que se auto alimenta. Ali pode estar acompanhada mas só com o seus pensamentos, onde tudo passa. Factos, vivências, memórias, histórias…
A magia nunca desapareceu, continua lá. Aquele é o seu lugar, a sua dimensão que, como a “Cinderela”, às 0horas termina!

Imagem retirada da net.


segunda-feira, maio 28, 2007

Voando ...

Que é voar?

Que é voar?
É só subir no ar,
levantar da terra o corpo,os pés?
Isso é que é voar?
Não.

Voar é libertar-me,
é parar no espaço inconsistente
é ser livre,leve,independente
é ter a alma separada de toda a existência
é não viver senão em não -vivência

E isso é voar?
Não.

Voar é humano
é transitório,momentâneo...

Aquele que voa tem de poisar em algum lugar:
isso é partir
e não voltar.

Ana Hatherly

... ... ...

Porque alguém me relembrou a arte de voar:

http://www.youtube.com/watch?v=90MuPqYtV_k

Foto retirada de Olhares.com; Autor: António Lança


sábado, maio 26, 2007

Simbiose


Saiu de casa e em passo rápido tomou o caminho da praia. O vento forte alimentava-lhe a força. Afinal, haviam tantas coisas mais fortes e devastadoras … não era a natureza que a ia impedir de fazer fosse o que fosse.
O som do mar começava a fazer-se ouvir cada vez mais forte à medida que se aproximava. Avistando as ondas, deixou-se ficar, sentindo o ar forte e salgado. Mas, não chegava!
Desceu as escadas e entrou na praia vazia dirigindo-se para a rebentação.
Tantas perguntas a fervilhar… tantos sentimentos numa amálgama!
Caminhou até sentir a água . Precisava de sentir aquela força, precisava de sentir o frio, a espuma a saltar e a molhar-lhe a face quente!
Sabia que não valeria a pena entrar e deixar-se levar. Passada a rebentação nada mais teria que fazer senão nadar. Aí não havia nada com que lutar, quanto muito ficaria passivamente ao sabor da vaga…
De olhos no horizonte, ali ficou sentindo a espuma a desfazer-se, ouvindo o som possante das ondas a rebentarem em si.
As incertezas não desapareceram, as perguntas não deixaram de existir, mas era como se houvesse uma simbiose entre a sua fúria e a do mar. Finalmente, encontrara uma luta de igual para igual…
Foto retirada de: 1000 Imagens, Autor: Sérgio Pinto.

quinta-feira, maio 24, 2007

Divagando

Quando o pensamento divaga pelos meandros da vida e não se encontram palavras que possam descrever o sentimento, descobrimos sempre um espelho...
Um ritmo perdido...

Se uma pausa não é fim
e silêncio nâo é ausência,
se um ramo partido não mata uma árvore,
um amor que é perdido,será acabado?

um ouvido que escuta
uma alma que espera...
-uma onda desfeita
É ou já não era?

Nuvem solitária,
silenciosa e breve,
nuvem transparente,
desenho etéreo de anjo distraído...

nuvem,
esquecida em céu de esperança,
forma irreal de sonho interrompido..

nuvem,
luz e sombra,
forma e movimento,
fantasia breve de ânsia de infinito...

nuvem que foste
e já não és: desejo formulado e incompreendido
Ana Harherly

segunda-feira, maio 21, 2007

Horas passadas...

Como é por dentro outra pessoa
Quem é que o saberá sonhar?
A alma de outrem é outro universo
Com que não há comunicação possível,
Com que não há verdadeiro entendimento.
Nada sabemos da alma
Senão da nossa;
As dos outros são olhares,
São gestos, são palavras,
Com a suposição de qualquer semelhança
No fundo.

Fernando Pessoa, 1934


Poderia ter falado sobre este tema de Fernando Pessoa com quem dizia que nada entendia de poesia. Sei que a “conversa” poderia ter grandes desenvolvimentos. Afinal, tanto que há para falar de tudo quanto é subjectivo!

Tal como muito “discuti” sobre música, toda ela!
Piano era o instrumento preferido. Conheci quase a fundo e voltei a ouvir vários compositores, desde clássicos a contemporâneos.

Aprendi muito sobre tudo, no verdadeiro sentido da palavra!

Devo isso a alguém de uma grande coragem e sensibilidade e que foi não só, um grande Amigo como também um Professor. Este último “título” que lhe atribuí não era do seu agrado e chegou a ser alvo de brincadeiras, mas… a verdade tem que ser dita!!!

Apesar da alma de outrem poder ser outro universo, há sempre possibilidade de partilha.

terça-feira, maio 15, 2007

Para um Amigo!

Ao S. (estejas onde estiveres!)
Um abraço AMIGÃO!
Deixo-te a música que tanto gostavas!

quinta-feira, maio 10, 2007

The dance of life

Edvard Munch - The Dance of Life
A vida tem todas estas cores e movimentos. Mas também tem paragens para pensar ou, simplesmente esperar...
PS: Por falta de tempo é-me impossível passar pelos espaços dos que aqui têm deixado a sua mensagem. Desde já deixo o meu agradecimento não só a esses como também aos que passam embora não se pronunciem. Obrigado a todos!

quarta-feira, abril 25, 2007

O dia seguinte.




26 de Abril de 1974!

Um dia de escola igual a todos os outros!
De manhã, pela rua íngreme várias crianças subiam para mais um dia das suas vidas. Não sabiam no entanto que as esperava um dia de férias.
Chegadas ao espaço que todos os dias as recolhia, um ambiente estranho iriam perceber.

Ao entrar no átrio da sua habitual salinha, alguém diz: “A professora está em cima da cadeira a tirar umas coisas da parede!!!!!” Atónitas, olhamos umas para as outras!!! Já era estranho ainda nos ser permitido continuar na brincadeira quanto mais a professora estar em cima da cadeira… mas a curiosidade deu força às mais corajosas que se começaram a aproximar da porta da sala.
Várias cabecinhas espreitavam para ver o que se estava a passar dentro da sua sala… aparentemente, a professora e auxiliar não se aperceberam das presenças… atónitas, víamos as habituais e enormes fotografias que nos acompanhavam por cima do quadro negro, serem despojadas dos seus lugares de destaque!



Opssss!!! Vimos o que não devíamos ter visto!!! De imediato fomos devidamente encaminhadas para o recreio de novo. Passado algum tempo, fomos informadas que deveríamos ir para casa. Não haveria escola nesse dia!!!
No dia seguinte, foi estranho olhar para a frente e ver somente um grande crucifixo naquela parede enorme. Alguém ainda perguntou porque tinham sido retiradas as fotografias. Como resposta, obtivemos algo parecido com “Já não interessam!”

A primeira mudança sentida por quem era criança na altura, vivia fora de Lisboa e, felizmente, não tinha sofrido a ausência de ninguém aquando do antigo regime.

Fotografias: Escola do 1º. Ciclo do Ensino Básico de Lagos.

sábado, abril 21, 2007

Imagens


Da janela aberta entram som, luz e toda a vista que lhe é permitida.
Deambulando pela casa e abrindo caixas e mais caixas, vai retirando objectos…todos têm a sua história, um passado e agora um presente. Sem pressa retira um a um, lembrando o significado de cada um deles.
Silenciosamente, vai embelezando o que antes era vazio e sem vida.
Sem se aperceber, começa a ouvir os sons provenientes do espaço que a rodeia. Não são os mais agradáveis. Apitos, uma travagem forçada, o vizinho que sai e bate com a porta, o som do elevador subindo e a espera anunciada da mais que provável descida…mas não importa. O que outrora foi desagradável passou a fazer parte do que era desejado.
Cai a noite! Olha pela janela e as luzes da cidade já lhe dão outra aparência. Tudo acalmou… uma nova vida emerge!
Perante a vista que lhe é proporcionada, sorri! Aquelas são as suas imagens preferidas, as formas delineadas pelas luzes direccionadas trazem-lhe à memória imagens de um passado que gosta de lembrar…
Imagem retirada da net

domingo, abril 15, 2007

EU... por vezes!

Folheando alguns dos livros em tempos lidos, descobri um excerto que, hoje, achei particularmente relevante:


"Eu quero dormir e não consigo. (...) Eu quero partir e fico. Eu quero morrer e vivo. Eu quero viver e morro devagarinho. Eu quero acordar e durmo. (...) Eu fumo e apetece-me fumar. Eu fumo e não me apetece fumar. Eu falo quando quero estar calado. Eu estou em silêncio quando quero falar. Eu transpiro e está frio. Eu quero amar e não posso. Eu não tenho ar para respirar e no entanto parece que estou vivo. O tempo passa mas eu quero que ele corra e ele não corre. Eu quero paz e tenho guerra. Eu estou na guerra. (...) Choro a rir. Eu quero rir e não consigo. Eu quero ler e as letras desfazem-se em pedaços à minha frente. Eu quero um livro que não existe. (...) Eu fecho os olhos e continuo a ver. Eu abro os olhos e não vejo nada. Eu (...) "

Duarte, Pedro Rolo, in "Sózinho em casa", Oficina do Livro, 2002, pp. 125,126.

(Wim Mertens, Partes extra partes, Al.)

segunda-feira, abril 09, 2007

Recordações

Ai que ninguém volta
Ao que já deixou
Ninguém larga a grande roda
Ninguém sabe onde andou
...
Ai que ninguém lembra
Nem o que sonhou
...
Excerto de "O Pastor", Madredeus, Album: O Espírito da Paz
Algures, um dia, falava com alguém sobre o passado, o nosso passado. O que podíamos ter sido mas não fomos, o que podíamos ter seguido mas não seguimos… chegámos à conclusão de que o que passou, passou e, nem podemos saber o que poderia ter sido se … então, a solução será olhar em frente e seguir!

Desse momento específico nessa praia já só tenho uma ideia. Interrogo-me como conseguia eu fazer a caminhada imensa para lá chegar e voltar, considerando que são uns bons Quilómetros e não havia carro para ninguém (nem idade para isso tínhamos). O que é facto é que era uma delícia ir para a praia no Inverno, o tempo para estudar variava em função dos passeios e não só, tínhamos os sonhos do mundo dentro de nós, crescemos, vivemos, aprendemos!
Hoje e apesar de tudo, penso que não voltaria atrás!
(Lacrimosa [Claudio Abbado])


In the quiet of the night
Let our candle always burn
Let us never lose the lessons we have learned

Queen - Teo Torriate (excerto)

quarta-feira, abril 04, 2007

...


Uma óptima Páscoa para todos!

domingo, março 25, 2007

Fragmentos


Tempos diferentes, palavras diferentes, pessoas diferentes. A mensagem é a mesma!!!
Em conversa dizia-me alguém… “ A sensação que tenho é que nos mentiram acerca do mundo do trabalho…”
“ I feel like no-one ever told the truth to me About growing up and what a struggle it would be…” (Too much love will kill you, Freddie Mercury)
O Mundo Completo (excerto)
Estes gestos de vento,
estas palavras duras como a noite,
estes silêncios falsos,
estes olhares de raiva a apertarem as mãos,
estas sombras de ódio a morderem os lábios,
estes corpos marcados pelas unhas!. . .

Esta ternura inventando desejos na distância,
esta lembrança a projectar caminhos,
este cansaço a retratar as horas!...
(...)

António Rebordão Navarro
Figura: Quadro de Pablo Pisasso

segunda-feira, março 19, 2007

Será verdade?????



Este foi o ponto de interrogação que emergiu quando, sem esperar, dou com esta notícia no DN Online.

"O Estado português não assume o pagamento das urgências hospitalares quando os pacientes são vítimas de violência. Nos casos em que não é apresentada queixa, ou em que não fica provada a culpa do agressor, a despesa é assumida pela vítima, o que faz com que esta pague de 14 a 17 vezes mais do que o paciente comum. Uma situação que pode, no limite, inibir o agredido de ser visto por um médico. Num caso de que a agência Lusa teve conhecimento há cerca de duas semanas, Filomena Ferreira dirigiu-se, com uma familiar que havia sido vítima de violência doméstica, às urgências do Hospital de São Bernardo, em Setúbal. Contudo, quando se preparava para fazer a inscrição da vítima, foi alertada por uma funcionária para o facto de "sendo um caso de agressão, existir, além da taxa moderadora de 7,5 euros, um outro valor associado à consulta". Este valor, que ascende a 106 euros, deve ser pago pelo agressor ao hospital, embora - se a vítima não apresentar queixa ou o agressor for absolvido - recaia na pessoa agredida.Face a este cenário, a vítima optou por voltar para casa, "apesar das contusões no pescoço e das nódoas negras nas pernas, para que não fosse imputada ao marido uma despesa que ainda é elevada para a sua situação económica" (...) "Renato Nunes, médico do Serviço de Urgência do Centro Hospitalar de Lisboa Central (CHLC) - que reúne os hospitais de São José, Capuchos, Santa Marta e Estefânia - esclareceu a existência do valor cobrado ao agressor e explicou que "em caso de doença natural, o utente paga a taxa moderadora do episódio de urgência, que num hospital central é de 8,5 euros [7,5, num distrital] e o Estado encarrega-se do valor do episódio de urgência em si, que num hospital central está fixado em 143,5 euros" contra 106 num distrital.Contactado pelo DN, João Lázaro, secretário-geral da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima, disse que "a regra faz sentido, para prevenir situações de fraude, mas não deve ser aplicada em situações de violência doméstica", em que as vítimas se encontram num estado de grande fragilidade. "

O resto da notícia, para que todos possam ver e tirar as próprias conclusões encontra-se em: http://dn.sapo.pt/2007/03/18/sociedade/hospitais_mais_caros_para_vitimas_ag.html

Falo só por mim para que fique claro que não estou a fazer qualquer crítica ao que foi dito pelas pessoas citadas e entrevistadas, nem esse é tão pouco o meu interesse.

No entanto e tendo que acreditar que a notícia está isenta, é legitimo perguntar o que se anda a fazer neste país?

Deveriamos saber que qualquer vítima de violência doméstica tem enormes dificuldades em ir a um hospital para ser tratada, precisamente pela situação em que se encontra. Associando a isso, a fragilidade em que se encontra a própria pessoa e ainda o medo da possível descoberta, já para não falar na grande ambivalência psicológica a que estas pessoas estão submetidas. Deveríamo, digo bem, mas então como é possível a aplicação desta "taxa" ? Será "reprimenda" por ser vítima de maus tratos? Terei lido correctamente???

É que para quem já teve que queimar pestanas a ler sobre este flagelo e que ainda por cima já presenciou, neste mesmo hospital, à entrada de uma mulher em perfeito estado de choque pelos maus tratos que lhe foram conferidos, acumulando com a infelicidade (ou será felicidade?) de saber que o número de vítimas mortais está a aumentar, ler uma coisa destas é, no mínimo assustador!!!

Então como podemos nós tratar estes casos se, à partida, já estão a ser devidamente"seleccionados"? Será que não sabemos dos riscos que corre uma mulher de ser agredida novamente, se o agressor souber que teve que se dirigir ao hospital para receber tratamento médico? Não pensamos ainda no MEDO em que estas mulheres vivem constantemente? É desta forma que se incentiva à queixa policial???

Prefiro pensar que li mal e estou a interpretar erradamente os factos, pois se assim não fôr, então estamos a caminhar do mau para o péssimo!!

domingo, março 11, 2007

Um espelho de água.

Cabo de São Vicente, Sagres, Algarve

Sonhar como quem sonha sempre navegar

...

Ao longe, a barca louca perde o norte,

...

Um espelho de água,

A vida a navegar por entre

o sonho e a mágoa

...

Excertos de "O Mar e Tu", Andrea Bocelli & Dulce Pontes

***

Sonhei que sobrevoava águas com estas cores.
Disseram-me que eram o meu EU interior.

Tão belo este mar, pela sua profundidade e imponência!
Foram tantas as vezes que o vi, tantas as vezes que o ouvi, tantas as vezes que o senti … acompanhada pelos ventos fustigantes!

A onda que bate estrondosamente nas escarpas deixando subir a sua espuma salgada … o som grave do impacto, a entrada desta massa aquosa pelas cavidades rochosas, provocando uma força tal que aquilo que era água emerge quase em vapor… o azul que passa a verde e imediatamente se transforma em branco… um barco muito ao longe mesmo em dias de alguma tempestade…

Que não ouvi e devia ter ouvido?
Que não vi e devia ter visto?
Que não senti e devia ter sentido?

Questões, quem não as tem? Respostas… talvez um dia!